Artes Visuais Exposições

Café da Gente recebe a Exposição “Por Aqui Mesmo” do Francês Maxime Bally

"Imperador" , um dos trabalhos de Maxime Bally na exposição "Por Aqui Mesmo"

Desde o último dia 10, que o artista visual Maxime Bally Soares  está expondo alguns de seus trabalhos pictóricos no Café da Gente, anexo ao Museu da Gente Sergipana. Intitulada “Por Aqui Mesmo”, a exposição reúne 18 telas produzidas pelo artista francês em seu ateliê, com o objetivo de ir além da simples representação da cidade.

Para preparar esta exposição, o artista  dedicou um tempo para a pesquisa dos sujeitos, levantamento de documentação, indo para os locais, tirando fotos e realizando esboços. Depois,  preparou o material para a realização dos chassis e das telas, e a montagem e finalizou com a produção de molduras de acordo com as tonalidades e formas das obras.

Bally é adepto do “plein air“, ou seja, pintura apenas no local e fora do ateliê. “Sempre fui levado pela harmonia das cores, formas, da composição… O que sempre me marcou produzindo na rua era o olhar das pessoas que certamente passavam diariamente no local sem olhar os arredores. De repente, me vendo pintando, indagavam: porque ele esta pintando aqui ? O que ele esta vendo de diferente ? E após estas indagações, penso que surgia um novo olhar destas pessoas com o espaço, tentando decifrar uma paisagem conhecida, a partir de  uma  perspectiva diferente”.

Natural de Lyon, Maxime Bally decidiu realizar um sonho antigo, em 2013: conhecer o Brasil. “Escolhi Salvador para começar a descoberta brasileira e após alguns meses na Bahia, cheguei em Aracaju no final de janeiro 2014. Vejo a viagem como uma oportunidade de se conhecer melhor através das experiencias novas e dos encontros. Devido a meu trabalho de artista posso, paralelamente, continuar minha produção artística, nutrindo-a com novas culturas e perspectivas”.

Sua formação artística se deu por três anos, na Escola de Arte Emile Cohl localizada na sua cidade natal. Foi lá, que Bally trabalhou as bases acadêmicas tais como desenho com varias técnicas, pintura, quadrinhos, ilustração, animação e escultura. “Prossegui com meu aprendizado sozinho, principalmente, através das viagens e da produção densa que realizava durante esses deslocamentos. Acredito que os dois caminhos se completam : o caminho acadêmico nos proporciona grandes ensinamentos com os professores e possibilita encontros com pessoas da nossa geração que cria uma emulação forte e criativa. Por sua vez, a caminhada autodidata é mais incerta pela soltura e a solidão, mas os saberes alcançados tem um porte mais profundo e mais pessoal”, afirma.

Com o passar dos anos, Bally incorporou ao seu trabalho a dimensão das molduras para encarar uma perspectiva de produção mais global: do conceito da pintura, da preparação do material até a realização da obra e da moldura. “Desenvolvi, então, um novo trabalho na madeira para acompanhar minha pintura e abri minha molduraria artesanal no inicio 2019 : o Studio 4 Angulos”.

Quando indagado sobre o cenário das artes visuais em Sergipe, Maxime Bally responde: “O público adepto da cultura esta cada vez maior, querendo arte no seu dia a dia e para levar para sua casa também. Comparado a outras cidades brasileiras e do mundo, Aracaju e o Estado de Sergipe em geral, pedem mais museus, mais exposições e eventos artísticos, mas é algo que vem crescendo paulatinamente. Acredito que veremos nascer novos talentos no futuro assim como iniciativas artísticas inovadoras muito interessantes”.

A exposição “Por Aqui Mesmo”  prossegue até o mês de  outubro no Café da Gente. A visitação gratuita pode ser feita de terça a sábado, das 10 às 18h e aos domingos, das 10 às 16h. O Museu da Gente Sergipana localiza-se à Av. Ivo do Prado, 398.

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