Artes Visuais Exposições

FASC 2019: Salão de Artes Vesta Viana promove Exposição, Oficina e Roda de Conversa

Vitória Araújo do projeto Autoras expôs no Salão Vesta Viana (Foto: Inácio Prado)

Texto: André Alcântara e Inácio Prado/Fotos: Inácio Prado *

Desde a última quarta-feira (14), o Festival de Artes de São Cristóvão (FASC) está promovendo o Salão de Artes Vesta Viana, situado no centro da cidade. Com atividades durante todos os dias de festival, o salão conta com exposição e venda de trabalhos de artistas sancristovenses e aracajuanos, oficinas e rodas de conversa sobre temas ligados ao campo da arte.

Quem coordena o salão é o professor de artes e artista plástico Gladston Costa. Residindo em São Cristóvão, Gladston explica que o salão é formado por múltiplos agentes. “A ideia é que seja criado por envolvimento, com a comunidade, público, artistas… o salão tem esse conceito por trás.”

O foco em produções artísticas locais e a variedade de linguagens chama a atenção nas exposições. O salão contempla desde fotografia a esculturas em madeira. Para o artista visual Breno Loeser, ganhador do concurso de cartazes do FASC e que estava vendendo seus trabalhos na exposição, a iniciativa é importante por permitir que as obras sejam analisadas a partir de experiências diversas.

“É muito relevante que outras pessoas mostrem seus olhares sobre as nossas realidades. E isso contribui com a ideia de diversidade que o próprio FASC propõe, com cada um colaborando e trazendo um pouco de sua vivência, seu olhar sobre o mundo, sobre sociedade… E isso agrega, soma”, comenta ele.

Vitória Araújo, fotógrafa do projeto Autoras que exibiu fotos de mulheres em situação de parto e nu feminino artístico no salão, afirma que a exposição de obras de artistas locais traz segurança para quem produz. “Eu acho que é muito importante porque dá reconhecimento ao artista, ele se sente mais confiante com a sua própria arte. É quando ele entende que de onde ele estiver, ele consegue produzir, consegue reconhecimento”.Quando um festival abre as portas para esse momento acho que dá confiança pra gente, dá mais motivação para produzir”, explica.

Visitando o FASC pela terceira vez, o estudante de cinema Túlio de Araújo comenta que a exposição é importante por ampliar o reconhecimento dos artistas locais. “Isso é estupidamente relevante, principalmente por conta da visibilidade que o salão dá. Tem o Gladston, que é daqui, e é incrível. Tem gente de Aracaju, tipo Breno [Loeser], que faz uma arte político-religiosa. Estou muito feliz pelo FASC existir e dar visibilidade para coisas que cotidianamente a gente não tem acesso”.

Gladson Costa, que participa do Festival de Artes desde a década de 80, afirma que o evento ajudou-o a ter uma visão mais ampliada da arte quando mais jovem, a partir da interação com os artistas e suas obras. Para ele, o evento era um momento de ter contato com novos ares artísticos, que não eram acessíveis na cidade fora do período do FASC.

Agora, como professor, ele espera que seus alunos, que visitam a exposição, tenham a mesma oportunidade de ampliar sua visão do campo da arte. “Eles estão aí experienciando algo que eu vivi lá atrás, e isso é muito, muito bom mesmo”, conclui.

*Graduandos do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe

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