Artes Visuais Exposições

Itaú Cultural abriga “Franz Weissmann: o vazio como forma” até fevereiro

"Casal", escultura de Franz Weissmann (Crédito da Foto: Wilton Montenegro)

Passados 10 anos desde a última exposição do artista realizada em São Paulo, o Itaú Cultural encerra as grandes mostras de sua programação em 2019, com “Franz Weissmann: o vazio como forma”.  A antologia do artista suíço – que foi aberta hoje para o público e prossegue até 09 de fevereiro de 2020, nos três pisos do espaço expositivo do Itaú Cultural – conta com mais de 800 peças que apresentam a magnitude de sua trajetória profissional.

No 1º andar da exposição, encontram-se as obras de maior escala. No piso -1, é possível encontrar obras dos primeiros anos de produção de Weissmann, cujos desenhos e esculturas figurativas já possuíam o signo moderno da abstração, enquanto que no piso -2, o público terá contato com um dos processos mais intensos e poéticos da obra de Weissmann.

Sob a curadoria de Felipe Scovino e parceria do Instituto Franz Weissmann (IFW), a exposição é composta por desenhos desconhecidos do público, trabalhos mais icônicos, maquetes e até uma obra em realidade virtual. Traduzido em números, são mais de 50 esculturas, entre pequeno, médio e grande porte; 10 Amassados, cujo suporte são placas de alumínio, aço e outros metais; cerca de 50 desenhos; 730 maquetes; 14 obras originais acessíveis (táteis, para os visitantes cegos ou de baixa visão) e, em realidade virtual, Monumento à Paz – uma obra destinada ao espaço público, porém nunca exposta.

Há, também, dois audiovisuais sobre ele e um terceiro vídeo com depoimentos de familiares, do curador e do historiador, jornalista e crítico de arte Frederico Moraes. Tudo é acompanhado de uma linha do tempo, com fotos da vida e obra do artista e de quatro obras de coleções privadas. Como em uma extensão da mostra, um mapa criado pela equipe do Itaú Cultural indica a localização das obras públicas realizadas pelo artista e instaladas a céu aberto em São Paulo – no hotsite o mapeamento se estende às obras existentes nas ruas do Rio de Janeiro. Ele sempre foi instigado pela colocação de suas obras nas ruas, de modo a ampliar os meios de contato do público com a arte, modificando a sua relação com o espaço urbano.

Ainda, em uma ação que também transborda as paredes do instituto, realizada em parceria do Itaú Cultural, o IFW e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, está em exibição no Parque Prefeito Mario Covas a obra Cubo Azul (1978-2011) para visitação do público até 9 de fevereiro. Uma publicação, um catálogo e um hotsite complementam a exposição.

De acordo com o curador, Franz Weissmann: o vazio como forma parte de um caráter reflexivo e acompanha, de ponta a ponta, o trabalho do artista desde a sua gênese: dos anos de 1940 e 1950, quando foi professor na Escola
Guignard, até as suas últimas produções realizadas no começo do século 21, quando realizou a série de obras conhecidas como pinças e mondrianas, esculturas que invadiram o espaço público.

“Cubo Vazado” (Crédito da Foto: Wilton Montenegro)

Acessibilidade

Ferramentas de acessibilidade estão totalmente inseridas nas atividades do Itaú Cultural e não seria diferente em suas exposições. Em “Franz Weissmann: o vazio como forma”, há mapas, piso e obras táteis. Acompanhando obras e vídeos, também tem áudio e videodescrição.

Os mapas táteis encontram-se nos três andares da exposição. Em cada um deles, há, também, audiodescrição dos trabalhos e um percurso acessível para 11 obras originais, que podem ser tocadas. Além delas, três maquetes táteis
permitem a quem tem baixa visão ou é cego que perceba desenhos do artista. Os três vídeos que estão na mostra, ainda, são complementados por videodescrição, assim como a obra apresentada em realidade virtual, Monumento à Paz.

A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 9 às 20h e sábados, domingos e feriados, das 11 às 20h. A entrada é gratuita e o Itaú Cultural localiza-se à Av. Paulista, 149.

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