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Roda de Conversa com Artistas Visuais agita o Salão Vesta Vianna no FASC 2019

Da esquerda para direita: Cauê Mathias, Éff (Fernando Caldas) e Larissa Vieira (Foto: Pedro Ramos)

Texto: Franciele Fernandes/Fotos: Pedro Ramos *

Aconteceu, ontem, no Salão de Artes Visuais Vesta Vianna, uma roda de conversa com o designer gráfico Cauê Mathias, autor de algumas das ilustrações do Festival de Artes de São Cristóvão (FASC), e dois outros artistas sergipanos, Larissa Vieira e Fernando Caldas, o Éff. Os três falaram sobre seus respectivos trabalhos, as suas trajetórias profissionais, suas inseguranças e bloqueios, desmistificando o processo criativo para o público.

Cauê relatou que quase já não desenha mais à mão, e sim com o auxílio do computador e dos programas de edição, que acabam trazendo mais praticidade. Já Larissa Vieira só desenha à mão, hábito que ela adquiriu no contato diário com pessoas que desenham bastante e que a ajudaram a desenvolver cada vez mais suas habilidades. Fernando, por sua vez, falou da importância da internet para a divulgação da sua arte e para o feedback que recebe das pessoas em relação ao seu trabalho.

Cerca de 60 pessoas participaram da roda de conversa, ouviram atentamente todos os convidados e participaram na hora de fazer perguntas. O ilustrador Antônio Fontes, morador de São Cristóvão, estava no Salão e relatou a importância da roda de conversa, principalmente, para os artistas que estão começando agora,  como ele. ‘‘O Cauê foi um dos primeiros artistas que me motivaram a querer desenvolver a minha arte’’, relatou Antônio, que conta com o auxílio de Cauê para desenvolver suas habilidades como ilustrador.

Obras de Cauê Mathias expostas no Salão de Artes Vesta Vianna (Foto: Pedro Ramos)

Cauê Mathias é natural de São Paulo e há três anos veio morar em São Cristóvão. Em entrevista, o artista relatou que a sua vinda para cá foi um divisor de águas em sua carreira. ‘‘Foi muito poderoso, tão poderoso que às vezes  esqueço de quem eu era antes de vir pra cá’’. Apesar de já dar aulas de ilustração, Cauê é aluno de Artes Visuais na Universidade Federal de Sergipe e trabalha como designer gráfico na Prefeitura Municipal de São Cristóvão.

Ao ser questionado sobre sua relação com o FASC, o artista apenas descreve que é de ‘’puro amor’’. Apesar de já ter participado em edições anteriores, esse é o primeiro ano que ele está ativamente envolvido no processo como um todo. Cauê é o coordenador do Salão de Artes Visuais e se orgulha bastante do trabalho que foi feito neste espaço, desde a organização à exposição das obras dos artistas.

Para Cauê, o evento é de extrema importância para a população de São Cristóvão e de Sergipe. ‘‘Estar por dentro desse processo só aumenta o meu amor, porque eu sei o quão difícil é captar os recursos, organizar pessoas, mobilizar equipe, mobilizar população. Isso muda o humor e melhora a autoestima da população. Com o FASC, a cidade fica diferente e quando o evento acaba, a gente já fica morrendo de saudade’’.

*Graduandos do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe

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