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Rio de Janeiro recebe o Festival do Teatro do Oprimido (FESTO)

Grupo da Escola de Teatro Popular (ETP) ( Foto: Pam Nogueira)

No período de janeiro de 2018 até hoje o Circuito Teatro do Oprimido, por meio do patrocínio da Petrobras e da Secretaria de Cultura e Economia do Rio de Janeiro, realizou centenas de atividades artísticas Brasil adentro, mundo afora – Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Chile, Uruguai, Peru, Estados Unidos, Suíça e Alemanha –, no intuito de discutir, por meio da metodologia do Teatro do Oprimido, questões como: raça, gênero, desigualdade, machismo, território, etc. Para celebrar este ciclo, o Centro de Teatro do Oprimido – CTO promove, de 8 a 12 de dezembro, o FESTO – Festival Teatro do Oprimido.

O FESTO oferece uma programação de resistência artística que inclui apresentações teatrais, sessões de Teatro Fórum e de Teatro Legislativo, performances, exibição de filmes, exposições fotográficas, lançamentos de livros e rodas de conversas. O evento é uma pequena mostra de tudo que tem sido produzido no projeto Circuito Teatro do Oprimido e as apresentações ocorrerão no Teatro Alcione Araújo e no Auditório Darcy Ribeiro, equipamentos da Biblioteca Parque Estadual, e também nas unidades de Manguinhos e da Rocinha da Biblioteca Parque.

No projeto Circuito Teatro do Oprimido, grupos populares coligados ao Centro de Teatro do Oprimido, pautados pela diversidade de abordagens que atravessam seus integrantes – “As Marias do Brasil” composto por trabalhadoras domésticas, “Pirei na Cena” por usuários e familiares da Saúde Mental, “Panteras” por LGBTs de favela, “Maremoto” por jovens do Complexo da Maré, “Cor do Brasil” por artistas negros, “Madalena Anastácia” por mulheres negras, “ETP – Escola de Teatro Popular” por integrantes de movimentos sociais variados, “Madalenas Rio” por mulheres ativistas e “Ponto Chic” por jovens moradores de Ponto Chic –, utilizam a Estética e o Teatro do Oprimido em ações sociais concretas e continuadas ocupando praças, ruas, escolas, teatros e eventos de diversos contextos sociais, com peças teatrais que provocam reflexões e revelando injustiças.

Além das apresentações públicas, o projeto pedagógico Academia Livre de Estéticas Libertadoras oferecerá qualificação de bases sólidas para a produção artística cujo programa contempla palestras e seminários públicos de temas de interesse da sociedade. Toda a programação é gratuita!

PROGRAMAÇÃO DO FESTO – FESTIVAL TEATRO DO OPRIMIDO

8/12/2019, Domingo
Centro de Teatro do Oprimido
Av. Mem de Sá, 31, Lapa

Apresentações Teatrais
15h – “Progresso” com a ETP – Escola de Teatro Popular
15:30h – “Não gostou? Me engole!” com o grupo ETP Baixada do pré-vestibular + Nós de Duque de Caxias
16h – “A história que a história não conta” com o grupo ETP Baixada do pré-vestibular + Nós de Duque de Caxias
16:30h – “Tenho até amigos que são…”com o grupo CPV Teatro do pré-vestibular CEASM da Maré
9/12/2019, Segunda-feira
Biblioteca Parque de Manguinhos
Cine-Teatro Eduardo Coutinho
Av. Dom Elder Câmara, 1.184 (antiga Av. Suburbana), Benfica
14h – Apresentação e sessão de Teatro Fórum
“Cota pra vazá” o grupo MaréMoTO
16h – Apresentação e sessão de Teatro Fórum
“Todo mundo tá feliz!”com ETP – Escola de Teatro Popular
10/12/2019, terça-feira
Biblioteca Parque da Rocinha
Estrada da Gávea, 454, Rocinha.
19h – Apresentação e sessão de Teatro Fórum
“Julga meu cabelo afro”com o grupo Ponto Chic
11/12/2019, quarta-feira
Biblioteca Parque Estadual
Av. Presidente Vargas, 1261, Centro
14h – Abertura das Exposições Fotográficas no Foyer
“Teatro das Oprimidas uma década de luta” de Noélia Albuquerque
Registro de momentos de atuação da Rede Ma(g)dalena Internacional.
“Toda forma de Amar” de Matheus Affonso
Uma perspectiva afetiva sobre a vida na favela da Maré.
“Circuito Teatro do Oprimido” Acervo do CTO
Uma mostra da diversidade de intervenções do projeto no Brasil e no Exterior.
14:15 – Lançamento de Documentário no Auditório Darcy Ribeiro
“Circuito Teatro do Oprimido”
Uma produção do CTO sobre projeto desenvolvido desde janeiro de 2018.
14:45 – Roda de Conversa e Lançamento de livro no Auditório Darcy Ribeiro
“Feminismos e Negritude em Movimento” – As mulheres negras e o enfrentamento articulado ao racismo e ao machismo.Com Edmeire Exaltação (Casa das Pretas), D. Maria Soares (ativista histórica do movimento negro), Mônica Cunha (Movimento Moleque e Coordenadora-CDDH-Alerj) e Bárbara Santos (Rede Ma(g)dalena Internacional)
“Teatro das Oprimidas: estéticas feministas para poéticas políticas”
Livro sobre metodologia teatral focada na superação do patriarcado.
com a autora Bárbara Santos
16:30 – Apresentação e sessão de Teatro Legislativo no Teatro Alcione Araújo
“Qual é o seu lugar?”
Sinopse: A peça é um questionamento sobre que corpos podem acessar espaços sociais de prestígio na sociedade racista e sexista e quais espaços estariam disponíveis / destinados para as mulheres negras e a que custo. Entre valores ancestrais e capitalistas, as mulheres negras também se questionam.
com o Coletivo Madalena Anastácia e convidadas
12/12/2019, quinta-feira
Biblioteca Parque Estadual
Av. Presidente Vargas, 1261, Centro
10h – Performances no Foyer
“Vida de escravidão”
Sinopse: Cria um paralelo entre o trabalho escravo, desde o sequestro das mulheres negras da África, e o trabalho doméstico na atualidade, com todas as conquistas da categoria, com o fim do Ministério do Trabalho,as trabalhadoras domésticas estão sendo levadas ao mercado informal ,um tipo de escravidão moderna.
com o grupo Marias do Brasil
“Suspeito”
Sinopse: Aborda o genocídio do povo negro com foco no homem negro como alvo móvel que pode ser alvejado a qualquer momento por qualquer motivo. O homem negro, como suspeito eleito por um princípio racista de segurança, deve se cuidar. Qualquer objeto em suas mãos pode ser confundido com arma de fogo.
com o elenco masculino do grupo Cor do Brasil
“Julga meu cabelo afro”
Sinopse: Músicas originais, criadas por integrantes do grupo, são a base da performance que aborda o racismo expresso contra a estética negra de uma jovem que busca o primeiro emprego.
com o grupo Ponto Chic
10:30 – Exibição de Documentários no Auditório Darcy Ribeiro
“Presente do Futuro”
Produção do Laboratório de Comunicação Dialógica da UERJ sobre a atuação do grupo Ponto Chic na Baixada Fluminense e no Rio de Janeiro.
“Teatro das Oprimidas”
Produção do Cinema Nosso sobre a perspectiva feminista da práxis Curinga.
“Circuito de Teatro do Oprimido”
Produção do CTO sobre projeto desenvolvido a partir de janeiro de 2018.
14h – Roda de Conversa no Auditório Darcy Ribeiro
“Direitos humanos e território” – Como existir em diversidade e dignidade em um território da necropolítica?com Gilmara Cunha (Conexão G), Luiz Lourenço (CEASM) e Monica Verdan (Acopc)
16h – Performance na Porta principal
“Nosotras”com Rede Ma(g)dalena Internacional
16:30 – Livros em destaque no Auditório Darcy Ribeiro
“Cultura de classe e resistências artísticas” (Kênia Miranda – Org.)
“A Estética do Oprimido” (Augusto Boal)
“Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas” (Augusto Boal)
“Teatro do Oprimido e Universidade: experimentos, ensaios e investigações” (Cachalote Mattos – Org)
18:30 – Apresentação e sessão de Teatro Fórum no Teatro Alcione Araújo
“Suspeito”com o grupo Cor do Brasil
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